O Viagra masculino e outros medicamentos da mesma categoria têm um
3. Como ela funciona?
Este medicamento é o primeiro no mercado com o objetivo de tratar diretamente a falta de desejo sexual – nenhum dos medicamentos de tratamento de disfunção sexual nos homens têm este objetivo. Flibanserina é recomendado às mulheres na fase de pré-menopausa – que inclui toda a vida sexual da mulher até ao aparecimento dos primeiros sinais da menopausa – que sofra de transtorno de desejo sexual hipoativo. O medicamento Addyi, que se prevê que comece ser vendido a 17 de outubro, tem um composto que potencia e outro que inibe a ligação da serotonina – a hormona que regula, entre outras coisas, a ansiedade e o humor, mas também a locomoção, a fome e a líbido. Mas, como refere a FDA em comunicado, ainda não foi possível perceber qual o mecanismo pelo qual aumenta o desejo sexual e diminui a ansiedade em relação a isso. See how the 'female Viagra' drug works pic.twitter.com/fb9kzpz3dk A Business Insider referiu que os alvos do flibanserina são dois neurotransmissores (substâncias que transmitem impulso nervoso): a dopamina, que atua na sensação de recompensa e prazer, e a norepinefrina, que controla a atenção e e a resposta ao meio ambiente.
Carrinho vazio?
No entanto, e como alertou Bernardo Barahona Corrêa, consultor na Unidade de Neuropsiquiatria da Fundação Champalimaud, ainda existem poucas evidências que este fármaco seja realmente eficaz a cumprir o objetivo a que se destina. “Addyi foi aprovado com um estratégia para avaliação e mitigação do risco (REMS), que inclui elementos para assegurar o uso seguro (ETASU)”, referiu a FDA em comunicado de imprensa. Estas medidas foram tomadas devido aos efeitos secundários previstos: pode causar quebras de tensão e perdas de consciência, efeitos que são agravados quando há ingestão de álcool, quando a mulher está a tomar determinados medicamentos ou caso tenha problemas de fígado. O medicamento que promete ser revolucionário vem recheado de avisos e precauções: obriga à prescrição médica e à formação específica e certificação dos profissionais se saúde – médicos e farmacêuticos -, alerta sildenafil 50 mg comprar online a FDA. “Os doentes e aqueles que prescrevem [o medicamento] devem compreender totalmente os riscos associado ao uso de Addyi antes de considerarem o tratamento”, disse em comunicado de imprensa Janet Woodcock, diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas da FDA.
5. Citrato de sildenafila cura disfunção erétil?
Aconselha-se que as mulheres tomem o medicamento ao deitar, para diminuir as consequências dos possíveis efeitos secundários, como hipotensão, síncope ou sonolência. E o consumo de álcool é totalmente contraindicado enquanto a mulher estiver a tomar a medicação. Durante os ensaios clínicos, as mulheres também referiram tonturas, náuseas, fadiga, insónia e boca seca. No site da empresa Sprout Pharmaceuticals lê-se que o medicamento não serve para tratar perda de desejo sexual devido a uma condição médica ou psiquiátrica coexistente, a problemas na relação ou a efeitos secundários de outros medicamentos. @US_FDA approves #flibanserin for female hypoactive sexual desire disorder pic.twitter.com/uJKDo493dK É certo que nenhum medicamento está livre de apresentar efeitos secundários, por isso há que avaliar se os benefícios compensam os riscos. princípio ativo diferente, o sildenafil (agora também disponível nos medicamento genéricos).
| Produto | Dosagem | Quantidade + Bónus | Preço | |
|---|---|---|---|---|
| Viagra Genérico | 100mg | 180 + 8 comprimidos | 199.37€ 189.88€ | |
| Cialis Genérico | 5mg | 30 + 4 comprimidos | 53.56€ 51.01€ | |
| Kamagra Polo | 100mg | 60 + 4 comprimidos | 189.39€ 180.37€ | |
| Kamagra Polo | 100 mg | 12 comprimidos | 60.21€ 57.34€ | |
| Cialis Original | 20mg | 120 + 8 comprimidos | 497.29€ 473.61€ | |
| Cialis Genérico | 20mg | 90 + 6 comprimidos | 154.71€ 147.34€ | |
| Kamagra Soft Tabs | 100 mg | 60 + 4 comprimidos | 180.59€ 171.99€ | |
| Viagra Super Active | 100mg | 30 + 6 comprimidos | 64.09€ 61.04€ | |
| Tadalista Super Active | 20mg | 120 + 16 comprimidos | 382.15€ 363.95€ | |
| Viagra Soft Tabs | 100mg | 10 comprimidos | 36.93€ 35.17€ |
Mas este composto não serve para aumentar o desejo sexual nos homens.
Transtorno de excitação sexual feminina e a promessa do Viagra
Mas o problema nas mulheres não é equivalente ao dos homens. O efeito do sildenafil (o composto do Viagra e de vários genéricos) é aumentar a irrigação sanguínea nos órgãos genitais. Também foi testado em mulheres, mas a melhoria da circulação sanguínea nos genitais não mostrou efeitos significativos no aumento do desejo sexual. A médica Carla Rodrigues, que pertence ao Núcleo de Sexologia da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, referiu que alguns países da Europa já usaram testosterona com o objetivo de melhorar o desejo nas mulheres durante a menopausa, mas este tipo de utilização foi interrompida. Agora estão em estudo fármacos que combinam dois princípios ativos: testosterona e sildenafil ou testosterona e buspirona (antidepressivo). Serve para tratar a disfunção erétil quando esta é causada por motivos fisiológicos, como
O fracasso da primeira onda de pesquisas
Mas o medicamento já não é recomendado nesta fase da vida das mulheres. Nestes casos recorre-se ao tratamento hormonal de substituição. “Não se pode pensar que o desejo sexual se esgota em termos biológicos. Pensar assim vai criar uma ilusão que pode resultar em desilusão”, disse Sandra Vilarinho, presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica. E mesmo que o medicamento potencie a libertação de determinadas hormonas, que podem favorecer o desejo sexual, só por si não é garantia para resolver o problema.
Efeitos colaterais graves
As interações entre as hormonas e neutransmissores e as células do cérebro, assim como os efeitos que têm, são mais complexos do que os resultados demonstrados. A terapeuta sexual Sandra Vilarinho receia que se tome o comprimido com esperança de resolver a falta de desejo sexual, ignorando o tratamento de outros problemas como excesso de trabalho, depressão ou outras dificuldades na relação. Pode saber mais sobre a opinião de especialistas portuguesas em relação ao medicamento flibanserina (aqui) ou ver um parecer publicado na revista científica The Journal of the American Medical Association (aqui). A introdução do Viagra, o comprimido azul para tratar a disfunção erétil masculina, trouxe a solução para os problemas de disfunção sexual de muitos homens. E desde aí que se procura um sildenafil 100 mg portugal equivalente para as mulheres. a irrigação insuficiente do pénis que provoca a falta de ereção ou uma ereção flácida.
- O sildenafil é um dos medicamentos mais falsificados do mundo, e a sua compra fora do circuito legal representa um risco acrescido para as mulheres.
- Em Portugal, a literacia em saúde sexual é baixa, e muitas mulheres desconhecem que a excitação e o desejo são processos distintos que o sildenafil não unifica.
- O sildenafil não é um tratamento para a anorgasmia feminina, e a sua utilização para esse fim não é suportada por evidência científica.
- A menopausa precoce ou induzida por quimioterapia pode causar disfunção sexual que não responde ao sildenafil, exigindo uma abordagem hormonal e psicológica integrada.
- O futuro da farmacoterapia para a disfunção sexual feminina em Portugal passa por moléculas que atuem no sistema nervoso central, e não apenas na vascularização genital.
- Nenhuma seguradora de saúde em Portugal comparticipa o sildenafil para uso feminino off-label, e o seu custo pode ser proibitivo para muitas mulheres.
- O sildenafil pode alterar transitoriamente a perceção das cores, um efeito secundário raro mas que pode ser alarmante para quem o desconhece.
- As mulheres com doenças renais ou hepáticas devem evitar o sildenafil, pois a eliminação do fármaco pode estar comprometida.
Se a causa da falta de ereção no homem for psicológica – causada ora pelo mito de que o homem tem de
- O Viagra®, marca original do sildenafil, nunca foi comercializado ou publicitado para o público feminino em Portugal.
- A investigação atual sobre o sildenafil em mulheres foca-se mais na fisiologia da excitação do que no desejo, o que limita a sua aplicação clínica.
- Mulheres grávidas ou a amamentar não devem tomar sildenafil, pois os riscos para o feto ou recém-nascido não estão adequadamente estudados.
- Em Portugal, a linha SNS 24 pode ser contactada para esclarecer dúvidas sobre medicamentos, incluindo o uso off-label de sildenafil.
- O sildenafil não é um afrodisíaco e não atua no cérebro para aumentar o desejo, ao contrário do que alguns mitos populares sugerem.
estar sempre pronto, ora pelas exigências de um bom desempenho -,
2. De onde veio essa Flibanserina?
Tendo em conta que uma em cada cinco mulheres referiu ter tido efeitos indesejados e que as melhorias são pouco significativas talvez não se justifique, como argumenta o médico Walid Fouad Gellad, citado pelo site Vox. A FDA aconselha que as mulheres interrompam a medicação se ao fim de oito semanas não notarem efeitos positivos no desejo sexual. Outro ponto importante é que as mulheres refiram qualquer tipo de alteração, visto que não existem estudos do efeito a longo prazo de um medicamento que deve ser tomado diariamente. O medicamento que agora foi aprovado pela autoridade que regula os medicamento e alimentos nos Estados Unidos (FDA, Food and Drug Administration) já tinha visto o pedido de comercialização recusado duas vezes em 2010 e 2013, por não conseguir demonstrar que realmente resolvia o problema e porque apresentava manifestações severas dos efeitos secundários. “A combinação de uma prova de eficácia não muito robusta e o facto de o perfil de segurança não estar bem caracterizado fez-nos concluir que não estaria pronto para aprovação”, disse Sandra Kweder, vice-diretora do Gabinete de Novos Fármacos da FDA, citada pela NPR.
Disfunção erétil
A aceitação de comercialização em agosto de 2015, mediante recomendação de um painel de especialistas, parece ter sido em parte influenciada pelos testemunhos de mulheres que dizem ter sentido melhorias depois de tomarem o medicamento e pela pressão de movimentos que acusam a FDA de não se preocupar o suficiente com a sexualidade feminina. Um deles – Even the Score -, do qual a Sprout Pharmaceuticals faz parte, até preparou um vídeo de agradecimento à autoridade norte-americana. “A aprovação de hoje [dia 18 de agosto de 2015] fornece às mulheres angustiadas com a falta de desejo sexual uma opção de tratamento autorizada”, disse em comunicado de imprensa Janet Woodcock, diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas da FDA. “A FDA esforça-se por proteger e promover a saúde das mulheres e estamos comprometidos em apoiar o desenvolvimento de tratamentos seguros e eficazes para a disfunção sexual feminina.” Os ensaios clínicos realizados pelo laboratório Sprout Pharmaceuticals, que incluíram 2.400 mulheres antes de entrarem na menopausa, mostraram que o número de eventos sexuais satisfatórios foi maiores nas mulheres que tomaram flibanserina do que nas que tomaram placebo (comprimido sem medicamento dado com fins sugestivos). Mas a diferença parece pequena: ao longo dos meses de tratamento, as mulheres que tomaram flibanserina sildenafil como funciona tiveram mais 0,5 a 1 encontro sexual satisfatório por mês, contra 0,3 a 0,4 nas mulheres que tomaram placebo.
4. Citrato de sildenafila precisa de receita?
O medicamento que só funcionou em oito a 13 por cento das mulheres, segundo o site Vox, foi classificado de “um afrodisíaco medíocre com efeitos secundários assustadores”, pela diretora do projeto PharmedOut da Universidade de Georgetown, Adriane Fugh-Berman, que estudou a campanha de marketing do flibanserina. No mesmo site lê-se que a farmacêutica não melhorou os resultados desde a recusa em 2013, mas lançou uma forte campanha para acusar a FDA se não se preocupar com a saúde sexual das mulheres. 5 reasons to be skeptical of the new "female Viagra" pic.twitter.com/8FuGiZPmYD A falta de desejo sexual feminino não depende exclusivamente de fatores biológicos, a maior parte são questões psicológicas, como as emoções e pensamentos, a baixa autoestima, as crenças sobre a sexualidade feminina, assim como a relação com o parceiro sexual e com os outros. E em relação a estes fatores não há nada que um comprimido possa fazer. Os problemas biológicos surgem sobretudo na fase da peri-menopausa – quando se iniciam com os primeiros sinais de menopausa – e pós-menopausa, porque é neste período há alterações nas hormonas e no aparelho reprodutor feminino. tanto o Viagra como outros medicamentos no mercado não terão qualquer efeito.
- O sildenafil não está aprovado para uso feminino em Portugal, sendo um medicamento sujeito a receita médica exclusivamente para a disfunção eréctil masculina.
- Estudos clínicos investigaram o sildenafil em mulheres com perturbação do desejo sexual hipoativo, mas os resultados não foram suficientemente consistentes para aprovação regulamentar.
- A utilização off-label em mulheres pode ocorrer em contextos muito específicos, como em ensaios clínicos ou por indicação de um médico especialista em medicina sexual.
- Em Portugal, a automedicação com sildenafil por mulheres é desaconselhada e pode acarretar riscos graves para a saúde cardiovascular.
- Os efeitos secundários mais comuns do sildenafil, como cefaleias, rubor facial e congestão nasal, são semelhantes em homens e mulheres.
- Não existem genéricos de sildenafil especificamente rotulados para o público feminino nas farmácias portuguesas.
- A investigação sobre o sildenafil feminino centra-se sobretudo em mulheres pós-menopáusicas ou com disfunção sexual induzida por antidepressivos.
Neste caso os especialistas recomendam terapia sexual.
| Subgrupo clínico | Mecanismo de benefício esperado | Evidência disponível | Recomendação prática |
|---|---|---|---|
| Mulheres com antidepressivos ISRS | Contrabalança a disfunção sexual induzida | Moderada | Considerar em casos selecionados |
| Mulheres pós-histerectomia total | Compensa a redução do fluxo pélvico | Fraca | Uso experimental apenas |
| Mulheres com esclerose múltipla | Melhora a resposta vascular residual | Muito limitada | Necessária avaliação neurológica |
| Mulheres com diabetes tipo 2 | Recupera a vasodilatação dependente do endotélio | Limitada | Monitorização glicémica apertada |
E mesmo quando a causa primária da disfunção erétil não é psicológica, este fator acaba
| Estudo | Ano | Participantes | Resultado principal | Limitação identificada |
|---|---|---|---|---|
| Berman et al. | 2003 | 202 mulheres pós-menopáusicas | Melhoria ligeira na excitação genital | Amostra reduzida e curta duração |
| Caruso et al. | 2004 | 68 mulheres em idade fértil | Aumento do fluxo sanguíneo clitoridiano | Ausência de grupo placebo |
| Nurnberg et al. | 2008 | 98 mulheres com depressão | Melhoria da função sexual global | Efeito confundido pela medicação antidepressiva |
| Basson et al. | 2002 | 781 mulheres com transtorno da excitação | Sem diferença significativa face ao placebo | Heterogeneidade diagnóstica da amostra |
| Leddy et al. | 2009 | 150 mulheres com cancro do colo do útero | Melhoria modesta na lubrificação | Perda de seguimento elevada |
por influenciar a vida sexual seja pela antecipação do fracasso ou pela diminuição da autoestima.
| Aspeto | Uso masculino aprovado | Uso feminino em investigação | Implicação prática |
|---|---|---|---|
| Indicação clínica | Disfunção erétil | Transtorno da excitação feminina | Ausência de aprovação regulamentar |
| Mecanismo predominante | Ereção peniana | Vasocongestão clitoridiana e vaginal | Resposta menos previsível |
| Papel do desejo sexual | Menos dependente do desejo prévio | Exige desejo e estímulo ativos | Eficácia condicionada ao contexto |
| Evidência científica | Extensa e robusta | Limitada e heterogénea | Necessidade de mais estudos |
O comprimido só permite que os mecanismos estejam prontos a funcionar”,
- Os ensaios clínicos com sildenafil em mulheres mostraram melhorias na lubrificação vaginal, mas não na satisfação sexual global ou frequência de orgasmos.
- A Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica não recomenda o uso rotineiro de sildenafil em mulheres, defendendo uma avaliação individualizada e multidisciplinar.
- O custo do sildenafil de marca pode ser elevado e não é comparticipado pelo Serviço Nacional de Saúde para uso feminino off-label.
- Algumas mulheres com síndrome de Sjögren, que causa secura vaginal severa, poderiam teoricamente beneficiar do sildenafil, mas faltam estudos específicos.
- A toma de sildenafil por mulheres com problemas cardíacos não diagnosticados pode precipitar eventos graves, como enfarte do miocárdio.
- O Infarmed monitoriza ativamente reações adversas a medicamentos, incluindo usos off-label, através do Sistema Nacional de Farmacovigilância.
- Não há dados sobre a eficácia ou segurança do sildenafil em mulheres transexuais ou com identidade de género não binária em Portugal.
- A crença de que o sildenafil funciona como um "Viagra feminino" é um equívoco perpetuado por desinformação online e falta de literacia em saúde sexual.
- O uso crónico de sildenafil sem supervisão médica pode levar a dependência psicológica e agravamento de problemas sexuais subjacentes.
disse o urologista Pepe Cardoso, presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia.
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